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segunda-feira, 22 de março de 2010

=






Minhas palavras são sempre as mesmas,
Obcecado por papeis picados,
Beija-flores, arvores, atos, fatos, dor e
Amor!

Tentando descobrir o que é o amor,
Desvendo-me e conheço cada pequeno pedaço,
Que está aqui,
Mas não é meu...
Mas foi enxertado,
Agarrando-se ao meu ser com tanta força,
Por tanto tempo...
Sendo agora extremamente difícil e doloroso,
Reencontrar os pequenos fragmentos,
Praticamente migalhas,
Daquilo que já fui eu...

Como! Como?
Como olhar por detrás dos sonhos e angustias de adolescentes que viveram nos anos 70?
Como olhar para as cinzas de um Hollywood e não lembrar do cowboy da malboro, cavalgando em montanhas desertas, sentindo o vento da perdição em seu rosto?
Como olhar para o futuro esquecendo de todos os anos sentado em uma cadeira dura e fria,
Onde sua bunda ficava quadrada, e você aprendia que o importante era aprender sobre coisas que não eram importantes para nada,
E claro, aprender a esquecer as coisas importantes,
Como seus sonhos mais simples e inocentes...

Como lembrar do que é importante?
Se todos esqueceram e não há nada sobre isso no google, ou em qualquer outro livro sagrado!
Como lembrar o que você realmente quer?
E se esquecer do que sua mãe quer, sua namorada quer, o governo quer, o que a TV quer!
Como saber o quer você realmente faz aqui?
Sem acreditar na formula “- enriquecer, casar, ter filhos, plantar uma arvore, bater um Record e escrever um livro?”

Quando penso em tudo isso,
Vejo que os meus pequenos desejos,
São tão simples,
E imensamente complicados...

- Quero respirar ar puro, com cheiro de terra, arvores e flores, sem esse cheiro de fumaça e lixo!

- Quero viver em um mundo onde as pessoas sejam amigas, se preocupem umas com as outras, se ajudem em momentos de necessidade e saibam que todos estamos juntos no mesmo barco.
-Quero ver um mundo verde, azul, vermelho, amarelo... de todas as cores possíveis, e o cinza pode ate existir... mas não ser a cor do céu, a cor do chão, a cor das paredes dos edifícios....

-Quero andar descalço e sentir o toque do planeta, da vida, em meus pés.

-Quero poder entrar no banco, na escola, no congresso... de bermuda e sem camisa!

-Quero poder amar e confiar ao menos em uma pessoa, e que ela não tenha segundas intenções, não tenha motivações obscuras, alem da vontade de estar comigo.

- Quero andar na rua e ver nos rostos das pessoas que estão felizes... não esse rosto de desanimo tão comum hoje em dia...

Coisas tão simples...
Coisas tão impossíveis...
Fazemos coisas impossíveis...
Fomos a lua, ao centro da terra,
Fizemos a bomba, realmente somos grandes na guerra,
Mas do amor, da amizade, da união,
Não trazemos nada,
Não crescemos,
Flores são mais fortes que balas,
Beijos mais poderosos que socos,
Mas esquecemos como é abraçar alguém de verdade,
Esquecemos que não a diferença!
Eu = Você
Eu – Você = Sofrimento
Eu / você = dor
Eu + você = a paz
Eu = você
Nada mais...

quinta-feira, 11 de março de 2010





Entrecortando os becos e vielas da maravilhosa cidade,
Minha cidade maravilhosa, (Sua cidade maravilhosa)
Circula o mal,
E não é o nosso maldito mal de cada dia,
As noites têm se tornadas mais escuras com a passagem dos anos e das ondas,
As drogas se tornam mais pesadas e o sexo mais vil e tediosamente maculado pelas funcionalidades do capitalismo,
A religião se torna o lar dos degenerados e perversos,
Não encontram deus dentro de si mesmos, contemplam seu próprio diabo dentro de suas almas fraturadas e quebradiças,
Tudo se encontra aqui, o paraíso de pervertidos, pedófilos e maníacos de todo o tipo,
Hoje, eles vivem ao nosso lado, logo ali,
Simples assim,
E os miseráveis, bastardos de todos os tipos se rastejam por trás de muros cada vez mais grossos,
E agora temos o crack, arruinando todas as promessas desses meninos sem futuro,
Destinados a se tornar vermes, serem comidos por traças,
E deles só restarem papeis picados,
Desolação...
Sacos vazios, se enchem de batatas,
Por segundos aspiram o cheiro do luar,
Sacos vazios, cheios de musgo,
As esquinas cada vez mais abarrotadas de promessas falsas e ópios para os tédios programados por “não sei quem”
E elas são cada vez mais jovens,
E eles são cada vez mais jovens,
E Aonde existiam sonhos,
Onde deviam viver os sonhos,
Onde deveria existir um jardim,
Todas as flores secaram e morreram,
Os troncos foram constantemente esmurrados e queimados,
Foram completamente abandonados e feridos,
Ate tornarem-se cacos,
Areia,
Poeira no beco,
Olhos vidrados, noites insones, famílias destroçadas, DOR
Fogo cruzado,
Angustia, dilacerada no seio da sociedade,
Sacos de batatas aspirando a macula milagrosa,
Proferida em forma de mídia, de fabula, de vida,
Pó mesmo, largado em cima de um móvel,
Solidão ao lado de um lenço, a companhia de um guardanapo,
E a estabilidade,
Cada vez mais a vil estabilidade,
Jogamos na loteria,
Assistimos o BBB,
E esperamos,
Perder ou ganhar
Passar pelo fogo cruzado
E passar pelo fogo cruzado,
E fechar os olhos...
Sem sombra de duvida fechar os olhos...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ontem meu lar foi invadido por presenças estranhas,
Meio por acaso senti,
Um leve roçar entre as pernas no meio dos lençois,
Um suave toque brincando com meus cachos loiros,
Mas não entendi...
Estava sozinho no mundo
Pensando em como o Uno
Pode ser melhor que o Duo...

Acidentalmente quebro meus contratos vitalicios...
Afinal, quem teve essa ideia?
De acreditar em sonhos, fantasias,
De acreditar no amor que não existia.

Hoje não faço mais contratos vitalicios,
Mas fico aqui,
Esperando que a vida não lhe leve para tao longe,
Onde eu não possa te tocar....

sábado, 6 de fevereiro de 2010

- É, talvez eu escreva algo.
- E falar sobre o que?
- Sei lá... amor talvez?
- Amor? Você falar de amor? O que sabe sobre isso?
- Sei nada... o mesmo tanto que todos...
- Não meu amigo... você sabe menos que o nada! Não é amado nem por aquela que devia amá-lo de graça!
- ...
- Desculpe... me exaltei.
- Não, não se desculpe. De verdade, nenhuma verdade me afeta mais. Sois justos. Nada sei sobre o amor.
- ...
- E então?
- Então o que?
- E você?
- Eu?
- É... o que sabes sobre o amor?
- Sei apenas o que todo mundo sabe!
- É o que é?
- O amor meu amigo, é um sentimento grande de mais para caber em uma palavra.
- E é possível amar mais que uma pessoa?
- Claro! Mas apenas raríssimas pessoas conseguem isso.
- ....
- ....
Olhos no olhos...
- Você não me disse nada de novo.
- Eu sei.
- ... ( uff...)
- Olha... não sei o que dizer...
- Comece me explicando como sabe que eu não conheço o amor.
- Não é que você não conheça... todos conhecem.... você só... esqueceu! Isso... essa é a palavra... esqueceu.!
- Como assim?
- Vejo isso nos seus olhos... é como se uma sombra estivesse encobrindo a sua visão... mas não é sua visão que ela cobre... e a sua sensação sobre oque vê, entende?
- Realmente não...
- Deixa eu tentar explicar de outro jeito...
- Por favor...
- Lembra, quando você era uma criança e ficou doente, e sentia febre, dor de cabeça... e então veio alguém, sua mãe, sua irmã, sua vó... e ela te deu um leite quente, fez uma cafuné e cantou para você?
- Minha vó... digo... lembro... acho que lembro...
- Então... lembra daquela sensação... da dor deixar de existir, é você ate gostar de estar doente naquele momento? Por um segundo, você ali deitado, completamente entregue, confiante, tendo uma conexão com outro ser humano?
- É... realmente era uma sensação boa...
- Tenho certeza que sim... e houveram outras vezes...
- Houveram?
- Claro! Muitas e muitas!
- E porque eu não lembro?
- Porque você não lembra?
- ...
- ...
- Houve aquela vez...
- Que vez?
- 3º serie... você entra na sala de aula no seu primeiro dia na escola...uma pequena coisinha branca e magra, olhos azuis... seus olhos se encontram....
- Eu lembro...
- Kkkk Seu estomago revirou, você ficou vermelho...
- Ridículo...
- Porque?
- Porque não era nada... acontecia todo ano com uma pessoa diferente...
- E por isso não era de verdade?
- E ela?
- Quem?
- Você sabe de quem estou falando. Ela.
- Hum...
- Porque não fala sobre ela?
- Hum... porque... aaahhh... porque... sei la...
- Sei la?
- Não da. Ta bom? Simplesmente não da.
- Você tem uma faca enfiada em você.
- Como?
- Por isso esse olhar de animal ferido.
- ...
- Se você não tirar essa faca, ira sangrar e sangrar e sangrar, até secar e morrer.
- ...
- Que cara é essa?
- Você é sinistro!
- Não, você é sinistro, porque eu sou você.
Olhos nos olhos
- Eu não quero mais falar com você cara.
- Não precisa. Pode ir embora.
- Você está me mandando embora?
- Não disse isso!
- Você disse que eu devia ir embora!
- Não disse isso. Eu disse que você podia ir embora. Não quero que você vá embora.
- ...
- ...
- Porque?
- Porque o que?
- Porque voce não quer que eu va embora?
- Porque, porque, porque.... você sempre é assim? Não pode simplesmente aceitar as coisas nunca como elas são? Acha que as pessoas precisam de motivos para gostar de você? Não posso simplesmente gostar da sua companhia?
- Sou um chato.
- Isso sim é verdade... mas ao menos você tem a capacidade de rir de si mesmo, o que já é muito. Mas não faz você menos chato.
- Ei!
- O que?
- Isso é o amor?
- Não, isso é uma conversa.
- Como sabe?
- Você sente vontade de descansar sua cabeça no meu ombro? Um cafuné talvez?
- Hum... não obrigado...
- Você esta excitado?
- Não! Claro que não!
- Então não é amor.
- Tem certeza?
- Claro!
- ...
- Há!!! Perai... perai...
- O que?
- Lembrei de uma lenda antiga, que fala sobre o amor.
- Legal...
- Você sentiu alguma espécie de contentamento infinito transfigurado em sentimento de beatitube?
- O que?
- Alguma coisa como... se você tivesse bebido toda a bebida que bebeu na vida em uma dia... misturado tudo com LSD, cocaína, maconha, êxtase, MDMA ao mesmo tempo que atinge um orgasmo mais potente com a utilização de posições de yoga tendo simultaneamente colheres e mais colheres de sorvete de flocos com cobertura de chocolate sendo derramadas na sua boca como o néctar divino?
- ..... que?
- Pela sua cara acho que não...
- Hãm... não!
- Então com certeza não é mesmo amor que você sentiu agora...
- Seria tedio?
- Eu não sei...
- Quer fazer alguma coisa?
- Tipo o que?
- Sei lá...
- Hum...
- Fumar outro enquanto decidimos?
- Voce aperta do seu agora!
- Claro...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O coração sua,
Torrando em umidade e solidão
A voz fica presa na garganta, falha...
Sai em pequenas ondas tremulas,
Meio com dó de mim mesmo,
Como trapos voando ao vento,
Que ninguém vê...
Assim ficou a alma...

Minha casa que nunca foi minha,
Apenas descansei a cabeça em qualquer ombro que estivesse ali,
Sem nunca perguntar o preço,
Ou sobre os juros...
Agora pago o dividendo justo,
Sobre a pouca humanidade que me restou,
O pouco amor que sobrou,
Como raspas no fundo da panela vazia...

De resto, só eu...
Um resto do que nunca foi, só em sonhos de um lunático esperançoso,
E a devassidão, é claro!
Sempre a devassidão, anestesiando,
Dessensibilizando meu coração!
Porque aqui, nesse lugar,
Não há mais cartas de amor,
De cartas só espere receber as cobranças habituais
E alguns e-mails pornográficos.

Há muitas tramas, sem duvida,
Muitos e muitos jogos.
Mas não há:
Olhos nos olhos!
Há muitos segredos e intrigas,
Muita devassidão e calor,
Mas nunca, nunca...
Olhos nos olhos!
...
A não ser por alguns poucos segundos!
Pois mais que isso pode desabar tudo...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Fuga da luz

O Sol,
A luz,
Que brilha, aquece, cega...
Tanto precisamos,
Queremos,
Amamos,
Tememos...
Com coragem enfretamos tantas coisas ruins...
As boas...
As boas...
As terrivelmente, incrivelmente, magicamente,
Boas,
Capazes de nos congelar por um segundo,
Com seu calor...
Dessas fugimos!
Prendemos a respiração e corremos!
Afinal,
Sempre preferimos nos abandonar,
A sermos abandonados,
E como velos ratos cegos e medrosos,
Corremos em encontro a segurança da escuridão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ei você? Por anda assim,
Tão cabisbaixo, se arrastando,
O que você carrega com você,
Alem dessa grande tristeza?
E por que carrega com você,
Essa dor que não te deixa,
E te devora como vermes,
Comendo seu coração, fígado e pulmão?

Não é mais fácil esquecer,
E se abandonar?
Do que perder tudo que importa,
Por medo ou vergonha de lutar?

E afinal, apesar de tanta coisa pra esquecer, abandonar, deixar passar,
Lógico que isso não se trata de você,
Você deve se cuidar,
E aprender a se amar,
E só depois, com a alma leve,
Com o coração aberto e sem medo,
Se abandonar...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Na nossa fantasia real,
Colocamos a física a prova,
Como ninguém...
“ dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço”
Pode até ser...
Mas isso foi antes de eu é você...

Não são mentiras que nos mantem juntos,
Nem medos e comodidades,
E nem posso dizer que estamos juntos de verdade,
Mas estamos sempre tão juntos...
E as coisas são sempre tão mais reais,
Que apenas canções e palavras,

O que é real, o que é fantasia?
O tempo dirá?
Não preciso te tempo,
Pra saber tudo que há,

E sei que as canções e as palavras,
E os versos e os carinhos,
Os beijos e os afagos...
São isso,
E muito mais...
Muito mais...

brisa do mar...

Estou cansado de andar a esmo,
Justificando todos os erros,
Apegando-me aos acertos,
Andando de la para cá
Sem ao menos saber direito,
Aonde chegar...

De todos os caminhos,
Ao menos conheço alguns
Que sei que não posso mais pegar...
Mas insisto, sofro, escorrego,
Até que de louco,
Corro para o mar...

Que lava minhas feridas,
Minhas falhas,
Faz esquecer as sinas...
Fico tão puro e leve,
Que me sinto com o peso do ar...

E por mais longe que esteja,
Por mais longe que queira estar...
Não vou mais justificar,
Quando você quiser,
Se que você pode me alcançar...

Enquanto isso vou sentindo a brisa do mar...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Liberdade

Tenho tão pouco...
Em termos leigos, é claro...
Mas e quando não tiver o que mais prezo?
Quando sumir, por um motivo infame,
Minha liberdade?
Sou livre como poucos...
Minhas pernas, minha boca e meus dedos,
Levam-me onde poucos ousariam...
Meus olhos sempre procurando o horizonte...
Livre para voar,
Para amar,
Para me perder,
E me tornar inteiro...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...

Eu aprecio cada momento que você pode me dar atenção
Tão poucos que são...
Ficam guardados como relicários,
Em meu coração,
Lembranças, que não são mais lembranças...
São as mais belas expressões artísticas da vida,
Escritas no livro da minha historia,
E desenhadas na minha Alma,
Fundo, mas não tanto,
Só o suficiente para sobreviver a sua ausência,
Só o suficiente,
Para eu achar que não sobrevivo a sua ausência...

Tempo!

Tem gente que acha o mundo tão pequeno...
Que quer estar em tantos lugares,
Que acabam não estando em nenhum.
De verdade...
Zumbis andando mais mortos do que vivos...

Quando estão em casa, a rua é o paraíso
Quando estão na rua, querem estar em casa...
De férias querem trabalhar,
Trabalhando pensam nas férias...
E ninguém pensa em trabalhar pra ser feliz...

Afinal, a vida é dinheiro não é?
Você vai comer dinheiro não vai?
Beber também...
Com certeza você precisa de dinheiro,
Para morar em algum lugar...
E para Amar?

E pra quem só pode pensar?
E pra quem não pode nem chorar??
Mesmo tendo o peito pesado,
A alma remendada de feridas...

Sua língua cheia de farpas,
Como estão ficam,
Agarradas no fundo de seu ser...
Feridas...

De quem tem tempo...
Todo tempo do mundo...
E só tempo e mais tempo e mais tempo....
Tempo de plantar,
Tempo de colher...
Tempo, tempo, tempo...
Todo ele pra mim...
Que faço com ele???

Atrasado

Atrasado,
Vivendo a vida como se o tempo já tivesse passado,
E passou,
A batata,
Grande, suculenta e quente,
Já assou
Meu coração. Imenso
Já se calou
E agora chora versos de comiseração
E eu bobo, ainda prometo,
Não chorar...
Logo eu, chorão...
Choro,
Pra não enfrentar seu medo,
De me dizer não...
Deixo meu amor guardado,
Esperando que o mantendo enjaulado,
Não o mate,
De tédio, de tempo,
De descrédito...
Estou atrasado,
Me vou....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A estrada!

A estrada parece sempre tao bonita...
Até quando chove, quando faz frio...
Até quando voce tem fome ou se sente sozinho,
Até quando as pessoas não são tao bonitas assim,
Tao legais assim...
A estrada...
Há!! Ela é perfeita! ( ta bom, quase... sou otimista eu? Fazer oq?)
Ponto.
Mesmo que voce esteja passando por lugares feios,
Abandonados, sujos...
Com todo aquele povo carrancudo e imundo,
Calma...
Logo, isso passa!
E Os campos verdes,
Os rios,
As montanhas,
Os anjos,
As praias,
Estão logo ali,
E só andar mais um poukinho na estrada...
E nunca está muito longe,
Nem muito perto,
Só o suficiente para voce nunca desistir,,.
Nem nunca se acomodar...

Tem gente parece que não gosta da estrada...
Eu a amo, sempre amei...
O meu problema (sempre...)
E que a estrada, não é reta... (não a minha)
E tem muitas, muitas bifurcações (isso me deixa incrivelmente louco e confuso...)
O melhor da estrada?
Ela não acaba nunca!!
E alem disso, voce nunca vai estar sozinho...
Voce pode não ter aquela pessoa especial do seu lado (isso depende de voce)
E pode até se sentir muito sozinho (isso tambem depende de voce)
Mas nunca, realmente nunca estará totalmente sozinho,
Regras da estrada... ( e não foi eu que escrevi... bem q queria...)
Um conselho?
Não se apegue muito as coisas que voce ganha pela estrada...
Considere-as apenas emprestadas...
As coisas costumam mudar de mãos por aki... (as pessoas tambem, e isso é estranho)
Então, leve com você apenas aquilo que realmente importa...
Aquelas coisa magicas que voce leva dentro de voce,
E que ninguem pode tirar, alem de voce mesmo!
E o pouco que possuir, possua, não seja possuido pelo que tem,
Ou pelo que quer ter!
Possua as coisas, mas não seja possuido por elas!
Mas nunca, nunca mesmo, tente possuir as pessoas! (parece facil...)
Ame-as! Ame-as muito, e trate-as com respeito, ( não devia ser dificil...)
E esteja do lado delas,
E espere que elas estejam do seu lado,
Simplesmente va contra todos os concensos e acredite, ( mesmo que as vezes possa quebrar a cara..)
Confie!! Simplesmente confie! (sim isso mesmo...)
Mas não se apegue a elas... (ou elas irao partir seu coração)
Elas tambem andam pela estrada,
E elas também escolhem seus caminhos...
E logico que elas podem andar do seu lado,
Mas só se for do seu lado, (e de mãos dadas, se possivel...)
Nunca, de forma alguma,
Devem andar atras de você (a não ser que você seja realmente alguma especie de santo),
E da mesma forma, devem andar e voar como bem queiram,
Nada de marchar pela estrada (a não ser em tempos de guerra)
Nada de correntes, amarras e mordaças,
Definitivamente isso não combina com o espirito da estrada.

Nunca ande muito devagar,
Voce pode ficar pra tras (ou ter essa impressão),
E também não corra, (não sempre)
O importante não é chegar no fim da estrada (enfim, ninguem quer isso...)
O importante e o caminho, a busca,
E não sobre o que fazem com voce na estrada,
Sobre quanta sorte voce pode ter...
Ou o quanto lhe fizeram sofrer...
Mas sobre o que acontece dentro de voce,
Enquanto anda pela estrada...
O que voce fez por voce mesmo?
Sei que amo a minha estrada,
E não paro de caminha nela nunca...


- depois de escrever esse texto, lembrei de um texto que li no blog de uma amiga ( Drixxx), muito bonito é que tem haver... copio ele aki, e linko o blog da minha amiga ( amigos, linkem o meu tb!! Precisa pedir?? Serio??? Também achei q não....)

http://apoetisa22.blogspot.com/

"Quando você partir, em direção a Ítaca,
que sua jornada seja longa
repleta de aventuras, plena de conhecimento.

Não tema Laestrigones e Cíclopes
nem o furioso Poseidon;
você não irá encontrá-los durante o caminho,
se o pensamento estiver elevado,
se a emoção jamais abandonar seu corpo e seu espírito.
Laestrigones e Cíclopes, e o furioso Poseidon
não estarão em seu caminho
se você não carregá-los em sua alma,
se sua alma não os colocar diante de seus passos.

Espero que sua estrada seja longa.
Que sejam muitas as manhãs de verão,
e que o prazer de ver os primeiro portos
traga uma alegria nunca vista.
Procura visitar os empórios da Fenícia
e recolha o que há de melhor.
Vá às cidades do Egito,
e aprenda com um povo que tem tanto a ensinar.

Não perca Ítaca de vista,
pois chegar lá é o seu destino.
Mas não apresse os seus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e seu barco só ancore na ilha
quando você já estiver enriquecido
com o que conheceu no caminho.

Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas.
Ítaca já lhe deu uma bela viagem;
sem Ítaca, você jamais teria partido.
Ítaca já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar.

Se, no final, você achar que Ítaca é pobre,
não pense que ela lhe enganou.
Porque você tornou-se um sábio, e viveu uma vida intensa,
e este é o significado de Ítaca.

(Konstantinos Kavafis)


* não sei porque, mas esse poema quase me faz chorar ( chorão!!! Chora por tudo... nunca se viu...) muito bom, uma carga emocional divina. E não era choro de tristesa não, era só de emoção mesmo( alem de tudo fala sozinho...)!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

completando...

completando...

E quem sabe nesse velho tronco,
Seco e oco,
Possa quem sabe...
Nascer um broto?
Devagarinho...
Venha conquistando seu espaço
E logo não se saiba mais,
O que é tronco, o que é broto...
Onde começa um,
Onde termina outro...
E quem sabe do broto,
Não nasce flor?
E dessa flor,
Não renasça o amor?
E do que era oco e partido,
Se faça inteiro e cheio...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Oco

Oco
O tronco que era verde e forte,
Ficou oco,
E o pica-pau martela e martela,
A lembrança da mazela...
Deixou oco...
O coração estaria morto de desgosto,
Mas nada há ali,
Oco,
Ficou oco...

Palavras pressas na garganta,
Ficarão lá...
Criando ecos no tronco oco...
O tronco oco,
Mas não morto...
Sobrevivendo do seu jeito torto
Aprendendo a tirar musica,
A viver musica...
Em todo seu espaço oco...

sábado, 2 de janeiro de 2010

vambora por ai...

Então é isso, continuo perdido,
Com a língua cheia de farpas,
O coração rodeado de espinhos...
A cabeça cheia de sonhos vazios...
Derrepente
O amor era mais nada,
Andando debaixo do sol,
Ouvindo o som do mar,
Esqueço o que acabou antes de começar
Vejo onde estou
Lembro onde quero estar...


Quem nasce vazio,
Vive procurando um sentido,
Alguma terra pra colocar os pés...
Qualquer coisa firme e sólida para onde voltar...
Algo para chamar de lar...

Algo que lhe faça levantar de manhã,
Sorrir de verdade, para você,
Não para os outros...
Algo pelo que viver,
Algo para se preencher...

Então, na vida já nos cobraram tanto...
Eu já cobrei tanto...
Agora não cobro, peço,
E pedindo espero,
Que você simplesmente esteja aqui,
“Pega na minha mão e vambora por ai...”

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Falta ar

E simplesmente a garganta fecha
Falta ar, as pernas não querem andar,
A cabeça, nem se fala,
Não sei se posso dizer que pensa ainda...
Cada memória é um arranhão,
Dor...
Do peito se espalha pelo corpo,
Sobe para a cabeça,
Desce para o estomago,
E não passa...
Nunca passa...

O tempo passa...
Mas a dor não...
Logo os dias viram semanas,
Semanas viram meses que viram anos...
E então passa uma vida...
E o único sentido é fugir de mim mesmo
O mais rápido possível,
De preferência agora...

Tenho horror de estar cumprindo meu destino...
Mais horror ainda de não estar.
Todos os dias, olhando varias vezes o espelho,
Com aquele medo que ninguém entende,
De um dia talvez, ver a mim mesmo...

Pra sobreviver vou escrevendo,
O pouco que sai,
Ajuda o muito que fica aqui dentro a não me matar...
Depois de tudo isso... acho que agora,
Por uns cinco minutos ao menos vou respirar...

domingo, 29 de novembro de 2009

As coisas não podem ser nunca do jeito que eu quero...
Podem ser boas,
Podem ser otemas,
Podem ser maravilhosas,
Mas nunca, exatamente como quero...
E o universo, o destino,
Deus, esse péssimo comediante,
Insistem em fazer tudo,
Quase exatamente como quero...

Quase... esse quase que é foda ne?
Me irrita tanto esse quase...
Geralmente é isso que acaba com o meu dia...
O maldito quase...

Na verdade muita coisa me irrita...
A auto-correção do Word irrita muito,
Quer transformar meu “ me irrita” em irrita-me,
O cachorro do vizinho que não para de latir,
A madrugada TODA!!

Juro que mataria esse cão,
Daria uma de Dexter...
Se deus não estivesse olhando...
Era só era parar de olhar alguns minutos...
Faria tanto absurdo...
Acho que é por isso que ele não descansa ne?
E tem tantos padres, freiras, pastores...
E terroristas...

É um absurdo escrever pela primeira vez por ter que escrever sem ter que escrever mas sendo obrigado a fazê-lo. É um absurdo não estar perto de quem amamos, assim com é um absurdo maior ainda não amarmos a todos, pois o que mais nos faz sofrer é a falta de amor, se todos amarem todos, todos serão amados por todos, não haverá mais guerras, não haverá mais sofrimento! Tirando uma unha encravada ou uma farpa no pé ocasionalmente. Os absurdos estão se tornando tão comuns, que deveríamos chamá-los de comuns, e os comuns de absurdos. Não importa. Pelo menos para mim.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ingualzin meu fio!

Hoje ouvi uma frase que me deixou triste e intrigado...
Porque foi dito com uma convicção, uma confiança...
Própria das empregadas domesticas semi-analfabetas:
“Ingualzin meu fio... ele também acha que sabe de tudo”!!
Kkkk Pelo amor de Deus...
A maturidade, deveria trazer a sabedoria para acompanhá-la,
Mas isso se torna cada vez mais raro...
E com as crianças que vemos hoje em dia...
É realmente uma surpresa que haja jovens que sabem mais que vocês?
Que são mais felizes? Mais amados?
E vocês que deveriam ser sábios,
Ao invés disso não se tornaram amargos?
Então para vocês que sabem tanto, tanto,
E não vêem o que esta bem em frente aos seus olhos...
Vou dar uma dica, bem básica!
Não precisa nem se achar sábio ou esperto para usar,
É só não querer ser burro, um imbecil completo!
As lições da vida, estão em todos os lugares!
E as crianças podem sim, ensinar muito para todos...
Pode ensinar com um sorriso, com uma brincadeira,
Pode ensinar fazendo criancice, pode ensinar cantando,
Dançando...
Pode até ensinar falando...
Mas ai depende de você ouvir,
E descobrir na nossa dança
Quem na verdade é sábio
É quem é criança!