segunda-feira, 22 de março de 2010

=






Minhas palavras são sempre as mesmas,
Obcecado por papeis picados,
Beija-flores, arvores, atos, fatos, dor e
Amor!

Tentando descobrir o que é o amor,
Desvendo-me e conheço cada pequeno pedaço,
Que está aqui,
Mas não é meu...
Mas foi enxertado,
Agarrando-se ao meu ser com tanta força,
Por tanto tempo...
Sendo agora extremamente difícil e doloroso,
Reencontrar os pequenos fragmentos,
Praticamente migalhas,
Daquilo que já fui eu...

Como! Como?
Como olhar por detrás dos sonhos e angustias de adolescentes que viveram nos anos 70?
Como olhar para as cinzas de um Hollywood e não lembrar do cowboy da malboro, cavalgando em montanhas desertas, sentindo o vento da perdição em seu rosto?
Como olhar para o futuro esquecendo de todos os anos sentado em uma cadeira dura e fria,
Onde sua bunda ficava quadrada, e você aprendia que o importante era aprender sobre coisas que não eram importantes para nada,
E claro, aprender a esquecer as coisas importantes,
Como seus sonhos mais simples e inocentes...

Como lembrar do que é importante?
Se todos esqueceram e não há nada sobre isso no google, ou em qualquer outro livro sagrado!
Como lembrar o que você realmente quer?
E se esquecer do que sua mãe quer, sua namorada quer, o governo quer, o que a TV quer!
Como saber o quer você realmente faz aqui?
Sem acreditar na formula “- enriquecer, casar, ter filhos, plantar uma arvore, bater um Record e escrever um livro?”

Quando penso em tudo isso,
Vejo que os meus pequenos desejos,
São tão simples,
E imensamente complicados...

- Quero respirar ar puro, com cheiro de terra, arvores e flores, sem esse cheiro de fumaça e lixo!

- Quero viver em um mundo onde as pessoas sejam amigas, se preocupem umas com as outras, se ajudem em momentos de necessidade e saibam que todos estamos juntos no mesmo barco.
-Quero ver um mundo verde, azul, vermelho, amarelo... de todas as cores possíveis, e o cinza pode ate existir... mas não ser a cor do céu, a cor do chão, a cor das paredes dos edifícios....

-Quero andar descalço e sentir o toque do planeta, da vida, em meus pés.

-Quero poder entrar no banco, na escola, no congresso... de bermuda e sem camisa!

-Quero poder amar e confiar ao menos em uma pessoa, e que ela não tenha segundas intenções, não tenha motivações obscuras, alem da vontade de estar comigo.

- Quero andar na rua e ver nos rostos das pessoas que estão felizes... não esse rosto de desanimo tão comum hoje em dia...

Coisas tão simples...
Coisas tão impossíveis...
Fazemos coisas impossíveis...
Fomos a lua, ao centro da terra,
Fizemos a bomba, realmente somos grandes na guerra,
Mas do amor, da amizade, da união,
Não trazemos nada,
Não crescemos,
Flores são mais fortes que balas,
Beijos mais poderosos que socos,
Mas esquecemos como é abraçar alguém de verdade,
Esquecemos que não a diferença!
Eu = Você
Eu – Você = Sofrimento
Eu / você = dor
Eu + você = a paz
Eu = você
Nada mais...

quinta-feira, 11 de março de 2010





Entrecortando os becos e vielas da maravilhosa cidade,
Minha cidade maravilhosa, (Sua cidade maravilhosa)
Circula o mal,
E não é o nosso maldito mal de cada dia,
As noites têm se tornadas mais escuras com a passagem dos anos e das ondas,
As drogas se tornam mais pesadas e o sexo mais vil e tediosamente maculado pelas funcionalidades do capitalismo,
A religião se torna o lar dos degenerados e perversos,
Não encontram deus dentro de si mesmos, contemplam seu próprio diabo dentro de suas almas fraturadas e quebradiças,
Tudo se encontra aqui, o paraíso de pervertidos, pedófilos e maníacos de todo o tipo,
Hoje, eles vivem ao nosso lado, logo ali,
Simples assim,
E os miseráveis, bastardos de todos os tipos se rastejam por trás de muros cada vez mais grossos,
E agora temos o crack, arruinando todas as promessas desses meninos sem futuro,
Destinados a se tornar vermes, serem comidos por traças,
E deles só restarem papeis picados,
Desolação...
Sacos vazios, se enchem de batatas,
Por segundos aspiram o cheiro do luar,
Sacos vazios, cheios de musgo,
As esquinas cada vez mais abarrotadas de promessas falsas e ópios para os tédios programados por “não sei quem”
E elas são cada vez mais jovens,
E eles são cada vez mais jovens,
E Aonde existiam sonhos,
Onde deviam viver os sonhos,
Onde deveria existir um jardim,
Todas as flores secaram e morreram,
Os troncos foram constantemente esmurrados e queimados,
Foram completamente abandonados e feridos,
Ate tornarem-se cacos,
Areia,
Poeira no beco,
Olhos vidrados, noites insones, famílias destroçadas, DOR
Fogo cruzado,
Angustia, dilacerada no seio da sociedade,
Sacos de batatas aspirando a macula milagrosa,
Proferida em forma de mídia, de fabula, de vida,
Pó mesmo, largado em cima de um móvel,
Solidão ao lado de um lenço, a companhia de um guardanapo,
E a estabilidade,
Cada vez mais a vil estabilidade,
Jogamos na loteria,
Assistimos o BBB,
E esperamos,
Perder ou ganhar
Passar pelo fogo cruzado
E passar pelo fogo cruzado,
E fechar os olhos...
Sem sombra de duvida fechar os olhos...

quarta-feira, 3 de março de 2010






Mapa

Me colaram no tempo, me puseram
uma alma viva e um corpo desconjuntado. Estou
limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,
a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.

Me vejo numa nebulosa, rodando, sou um fluido,
depois chego à consciência da terra, ando como os outros,
me pregam numa cruz, numa única vida.
Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.

Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,
gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,
alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem
nem o mal.

Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,
tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamentos,
não acredito em nenhuma técnica.

Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,
é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,
depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim.

Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações…
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.

Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.
Triângulos, estrelas, noites, mulheres andando,
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção,
o mundo vai mudar a cara,
a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.Andarei no ar.

Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,
me aninharei nos recantos do corpo da noiva,
na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.

Tudo transparecerá:
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos,
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres,
vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar,
me insinuarei nos quatro cantos do mundo.

Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.
Detesto os que se tapeiam,
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens “práticos”…
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito…
viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.

Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,
dos amores raros que tive,
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,
estou no ar,
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,
no meu quarto modesto da praia de Botafogo,
no pensamento dos homens que movem o mundo,
nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,
sempre
em transformação.

Murilo Mendes

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ontem meu lar foi invadido por presenças estranhas,
Meio por acaso senti,
Um leve roçar entre as pernas no meio dos lençois,
Um suave toque brincando com meus cachos loiros,
Mas não entendi...
Estava sozinho no mundo
Pensando em como o Uno
Pode ser melhor que o Duo...

Acidentalmente quebro meus contratos vitalicios...
Afinal, quem teve essa ideia?
De acreditar em sonhos, fantasias,
De acreditar no amor que não existia.

Hoje não faço mais contratos vitalicios,
Mas fico aqui,
Esperando que a vida não lhe leve para tao longe,
Onde eu não possa te tocar....

sábado, 6 de fevereiro de 2010

- É, talvez eu escreva algo.
- E falar sobre o que?
- Sei lá... amor talvez?
- Amor? Você falar de amor? O que sabe sobre isso?
- Sei nada... o mesmo tanto que todos...
- Não meu amigo... você sabe menos que o nada! Não é amado nem por aquela que devia amá-lo de graça!
- ...
- Desculpe... me exaltei.
- Não, não se desculpe. De verdade, nenhuma verdade me afeta mais. Sois justos. Nada sei sobre o amor.
- ...
- E então?
- Então o que?
- E você?
- Eu?
- É... o que sabes sobre o amor?
- Sei apenas o que todo mundo sabe!
- É o que é?
- O amor meu amigo, é um sentimento grande de mais para caber em uma palavra.
- E é possível amar mais que uma pessoa?
- Claro! Mas apenas raríssimas pessoas conseguem isso.
- ....
- ....
Olhos no olhos...
- Você não me disse nada de novo.
- Eu sei.
- ... ( uff...)
- Olha... não sei o que dizer...
- Comece me explicando como sabe que eu não conheço o amor.
- Não é que você não conheça... todos conhecem.... você só... esqueceu! Isso... essa é a palavra... esqueceu.!
- Como assim?
- Vejo isso nos seus olhos... é como se uma sombra estivesse encobrindo a sua visão... mas não é sua visão que ela cobre... e a sua sensação sobre oque vê, entende?
- Realmente não...
- Deixa eu tentar explicar de outro jeito...
- Por favor...
- Lembra, quando você era uma criança e ficou doente, e sentia febre, dor de cabeça... e então veio alguém, sua mãe, sua irmã, sua vó... e ela te deu um leite quente, fez uma cafuné e cantou para você?
- Minha vó... digo... lembro... acho que lembro...
- Então... lembra daquela sensação... da dor deixar de existir, é você ate gostar de estar doente naquele momento? Por um segundo, você ali deitado, completamente entregue, confiante, tendo uma conexão com outro ser humano?
- É... realmente era uma sensação boa...
- Tenho certeza que sim... e houveram outras vezes...
- Houveram?
- Claro! Muitas e muitas!
- E porque eu não lembro?
- Porque você não lembra?
- ...
- ...
- Houve aquela vez...
- Que vez?
- 3º serie... você entra na sala de aula no seu primeiro dia na escola...uma pequena coisinha branca e magra, olhos azuis... seus olhos se encontram....
- Eu lembro...
- Kkkk Seu estomago revirou, você ficou vermelho...
- Ridículo...
- Porque?
- Porque não era nada... acontecia todo ano com uma pessoa diferente...
- E por isso não era de verdade?
- E ela?
- Quem?
- Você sabe de quem estou falando. Ela.
- Hum...
- Porque não fala sobre ela?
- Hum... porque... aaahhh... porque... sei la...
- Sei la?
- Não da. Ta bom? Simplesmente não da.
- Você tem uma faca enfiada em você.
- Como?
- Por isso esse olhar de animal ferido.
- ...
- Se você não tirar essa faca, ira sangrar e sangrar e sangrar, até secar e morrer.
- ...
- Que cara é essa?
- Você é sinistro!
- Não, você é sinistro, porque eu sou você.
Olhos nos olhos
- Eu não quero mais falar com você cara.
- Não precisa. Pode ir embora.
- Você está me mandando embora?
- Não disse isso!
- Você disse que eu devia ir embora!
- Não disse isso. Eu disse que você podia ir embora. Não quero que você vá embora.
- ...
- ...
- Porque?
- Porque o que?
- Porque voce não quer que eu va embora?
- Porque, porque, porque.... você sempre é assim? Não pode simplesmente aceitar as coisas nunca como elas são? Acha que as pessoas precisam de motivos para gostar de você? Não posso simplesmente gostar da sua companhia?
- Sou um chato.
- Isso sim é verdade... mas ao menos você tem a capacidade de rir de si mesmo, o que já é muito. Mas não faz você menos chato.
- Ei!
- O que?
- Isso é o amor?
- Não, isso é uma conversa.
- Como sabe?
- Você sente vontade de descansar sua cabeça no meu ombro? Um cafuné talvez?
- Hum... não obrigado...
- Você esta excitado?
- Não! Claro que não!
- Então não é amor.
- Tem certeza?
- Claro!
- ...
- Há!!! Perai... perai...
- O que?
- Lembrei de uma lenda antiga, que fala sobre o amor.
- Legal...
- Você sentiu alguma espécie de contentamento infinito transfigurado em sentimento de beatitube?
- O que?
- Alguma coisa como... se você tivesse bebido toda a bebida que bebeu na vida em uma dia... misturado tudo com LSD, cocaína, maconha, êxtase, MDMA ao mesmo tempo que atinge um orgasmo mais potente com a utilização de posições de yoga tendo simultaneamente colheres e mais colheres de sorvete de flocos com cobertura de chocolate sendo derramadas na sua boca como o néctar divino?
- ..... que?
- Pela sua cara acho que não...
- Hãm... não!
- Então com certeza não é mesmo amor que você sentiu agora...
- Seria tedio?
- Eu não sei...
- Quer fazer alguma coisa?
- Tipo o que?
- Sei lá...
- Hum...
- Fumar outro enquanto decidimos?
- Voce aperta do seu agora!
- Claro...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Essa semana de tanto sem escrever quase pirei... tanta coisa...
Em um momento parecia que ia explodir... e se tinha uma folha e uma caneta a vista logo estava rabiscando, mesmo que coisas desconexas!!!
Eu estou sempre tão cheio de verdades e mentiras, que uma hora isso tem que ir para algum lugar!
Eu cresci ouvindo de todos o quanto eu era inteligente, mas nunca fiz algo que me fizesse realmente crer que de fato, essa inteligência que tenho possui algum valor. Espero ainda conseguir, ao menos me convencer.
Minha mãe me amamentou por quase um ano, e hoje em dia nos não nos suportamos. Na verdade, o fato de nós não nos falarmos cria mais constrangimento para todos a nossa volta do que para nós mesmos. A não ser quando temos que explicar isso a alguém.
Eu gostaria de só ter amigos. Gostaria de confiar nas pessoas mais facilmente.
As vezes o melhor momento do dia para mim é quando esta tudo quieto, nenhuma alma viva. Sem tv ou radio... Sem celular tocando. Detesto quando celular toca nessas horas... quando estou lendo, meditando, cagando, pensando, jogando...
Ta... celular é muito bom quando é aquela ligação que você esta esperando. É só.
Eu não como carne. E eu me convenci sinceramente que peixe não é carne. Nem camarão, lula, polvo... com certeza nada disso é carne.
Eu pego no pé de todo mundo, por tudo. E algumas pessoas me amam por isso. Outras me odeiam. Suspeito que mais me odeiam a cada dia. Especialmente por isso.
Acho que se tiver que escolher algo para mudar seria isso!!
Parar de pegar no pé das pessoas, simplesmente. Não dar palpites, não sugerir, não me meter. Simplesmente aceitar as coisas como elas são! Aceitar as pessoas como elas são!
Não... perai...
Se for só uma coisa que posso mudar, acho que prefiro parar de pegar no meu pé. E aceitar a vida como ela é. Me aceitar como sou. Seria tudo tão mais fácil...
Eu tenho muito medo.
As vezes não é nem medo de nada, só medo.
As vezes é medo das pessoas, medo de mim.
Medo de ficar sozinho.
Medo de muita gente.
Medo de não ser bom o bastante para não sei o que.
Tenho medo que a vida seja só como me contaram, e que tudo que passa na minha cabeça... todos os sonhos, planos, fantasias... sejam só isso.
Que não exista mágica.
Que eu me perca e não volte para casa.
Que eu nunca vá embora de casa...
Tenho medo de amar alguém.
Às vezes sonho que o apocalipse chegou, mas as coisas não ficaram tão ruins...
Sobraram todos os pássaros e todas as pessoas legais.
Não muitas, é verdade. E você tem que andar um bocado ate a casa delas. Mas elas estão lá!
Logo depois das arvores, dos pássaros selvagens, das cachoeiras e flores...
E silencio...
Sabe aquele silencio? Quando duas almas que se amam se encontram? E tudo para? Nem os pássaros cantam mais... Tudo para...
Não sei...
Não peço mais isso a Deus, nem ao Universo... já fiz isso e me arrependi...
Porque não quero mais ouvir esse silencio, e vê-lo acabar.
Então para sobreviver, simplesmente acendo mais um cigarro, escrevo mais umas palavras...
Deixo transbordar para não explodir...

O coração sua,
Torrando em umidade e solidão
A voz fica presa na garganta, falha...
Sai em pequenas ondas tremulas,
Meio com dó de mim mesmo,
Como trapos voando ao vento,
Que ninguém vê...
Assim ficou a alma...

Minha casa que nunca foi minha,
Apenas descansei a cabeça em qualquer ombro que estivesse ali,
Sem nunca perguntar o preço,
Ou sobre os juros...
Agora pago o dividendo justo,
Sobre a pouca humanidade que me restou,
O pouco amor que sobrou,
Como raspas no fundo da panela vazia...

De resto, só eu...
Um resto do que nunca foi, só em sonhos de um lunático esperançoso,
E a devassidão, é claro!
Sempre a devassidão, anestesiando,
Dessensibilizando meu coração!
Porque aqui, nesse lugar,
Não há mais cartas de amor,
De cartas só espere receber as cobranças habituais
E alguns e-mails pornográficos.

Há muitas tramas, sem duvida,
Muitos e muitos jogos.
Mas não há:
Olhos nos olhos!
Há muitos segredos e intrigas,
Muita devassidão e calor,
Mas nunca, nunca...
Olhos nos olhos!
...
A não ser por alguns poucos segundos!
Pois mais que isso pode desabar tudo...