quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

brisa do mar...

Estou cansado de andar a esmo,
Justificando todos os erros,
Apegando-me aos acertos,
Andando de la para cá
Sem ao menos saber direito,
Aonde chegar...

De todos os caminhos,
Ao menos conheço alguns
Que sei que não posso mais pegar...
Mas insisto, sofro, escorrego,
Até que de louco,
Corro para o mar...

Que lava minhas feridas,
Minhas falhas,
Faz esquecer as sinas...
Fico tão puro e leve,
Que me sinto com o peso do ar...

E por mais longe que esteja,
Por mais longe que queira estar...
Não vou mais justificar,
Quando você quiser,
Se que você pode me alcançar...

Enquanto isso vou sentindo a brisa do mar...

E essa dor de garganta? Fez a semana ficar ainda mais estranha... se bem que não fosse a garganta seria uma semana perfeita, mesmo com tanta coisa estranha acontecendo. Uma semana perfeitamente estranha??? Essa noite fiquei em uma posição que não me lembrava mais... de doente... me sentindo completamente frágil e dependente. Deve ser por isso que me lembrei dos sonhos dessas noite, o que nunca acontece. Não foi nada de mais, só passei a noite toda tendo conversas sem sentido com uma pessoa que não vejo a muito tempo ( mentira.. muito só pra mim... que não a vejo desde a ultima vez que o céu desabou). Bem diferente da antiga violência desenfreada que minha mente costumava criar nas horas sombrias do dia.
De fato eu sou uma pessoa tão saudável que piro o cabeção, quando fico doente. Fico me perguntando, o que fiz? Porque tive que ficar doente? Onde esta o problema???
E verdade... de fato demoro muito para ir tomar um remédio, ou pensar em procurar um medico ( medico??? Nunca!!!). Mas essa demora me da tempo de entender ( ao menos um pouco) minha doença. Sei, que pode não fazer sentido nenhum para a maioria das pessoas, mas pra mim faz. E agora que já descobri o motivo ( alguns) para minha dor de garganta, já começo a me sentir melhor
Se bem que talvez não tenha descoberto o motivo de nada, e esteja tão melhor agora por outro motivo... vai saber?
Acho que quando nos fazemos oque queremos só podemos nos sentir bem e saudaveis.
Hoje comecei como eu queria, e é isso.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Liberdade

Tenho tão pouco...
Em termos leigos, é claro...
Mas e quando não tiver o que mais prezo?
Quando sumir, por um motivo infame,
Minha liberdade?
Sou livre como poucos...
Minhas pernas, minha boca e meus dedos,
Levam-me onde poucos ousariam...
Meus olhos sempre procurando o horizonte...
Livre para voar,
Para amar,
Para me perder,
E me tornar inteiro...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...

Eu aprecio cada momento que você pode me dar atenção
Tão poucos que são...
Ficam guardados como relicários,
Em meu coração,
Lembranças, que não são mais lembranças...
São as mais belas expressões artísticas da vida,
Escritas no livro da minha historia,
E desenhadas na minha Alma,
Fundo, mas não tanto,
Só o suficiente para sobreviver a sua ausência,
Só o suficiente,
Para eu achar que não sobrevivo a sua ausência...

Tempo!

Tem gente que acha o mundo tão pequeno...
Que quer estar em tantos lugares,
Que acabam não estando em nenhum.
De verdade...
Zumbis andando mais mortos do que vivos...

Quando estão em casa, a rua é o paraíso
Quando estão na rua, querem estar em casa...
De férias querem trabalhar,
Trabalhando pensam nas férias...
E ninguém pensa em trabalhar pra ser feliz...

Afinal, a vida é dinheiro não é?
Você vai comer dinheiro não vai?
Beber também...
Com certeza você precisa de dinheiro,
Para morar em algum lugar...
E para Amar?

E pra quem só pode pensar?
E pra quem não pode nem chorar??
Mesmo tendo o peito pesado,
A alma remendada de feridas...

Sua língua cheia de farpas,
Como estão ficam,
Agarradas no fundo de seu ser...
Feridas...

De quem tem tempo...
Todo tempo do mundo...
E só tempo e mais tempo e mais tempo....
Tempo de plantar,
Tempo de colher...
Tempo, tempo, tempo...
Todo ele pra mim...
Que faço com ele???

Atrasado

Atrasado,
Vivendo a vida como se o tempo já tivesse passado,
E passou,
A batata,
Grande, suculenta e quente,
Já assou
Meu coração. Imenso
Já se calou
E agora chora versos de comiseração
E eu bobo, ainda prometo,
Não chorar...
Logo eu, chorão...
Choro,
Pra não enfrentar seu medo,
De me dizer não...
Deixo meu amor guardado,
Esperando que o mantendo enjaulado,
Não o mate,
De tédio, de tempo,
De descrédito...
Estou atrasado,
Me vou....

Continuando com all in.....

Essa historia do all in veio na minha cabeça,depois de assistir na semana passada a uma reprise do mundial de poker. Uma cena bizarra. O jogador recebe A A pré flop, é aumenta a aposta. O jogador seguinte sai, o proximo vai all in. Todos os outros saem... o jogador com A A, pensa, pensa e pensa... e sai tambem.... nossa... não pagar uma aposta com A A pré flop? fiquei me perguntando... o que passou na cabeça daquele infeliz? Os comentaristas ainda discutiram um tempo se ele estava certo ou nao. Havia apenas 7 pessoas na mesa, e o proximo que saisse ficaria longue da faixa principal de premiação, então de acordo com alguem, ele jogou certo, pq no fim acabou não sendo eliminado naquela mão e ficando dentro da faixa de premiação. Mas o fato é que ali, naquele all in com A A ele tinha a chance da sua vida! Se ganhasse ( e ele tinha 80% de chances) ele dobraria as fichas, ficando com muito mais chances de chegar ao primeiro lugar. Mas ele teve medo, e duvidou do seu A A.
E isso fez eu me perguntar, de quantos jogos eu fugi, com medo de perder? Quantos A A abandonei? Quantas chances da minha vida?
Mas to aprendendo, por isso, pra mim A A pré flop é all in, sempre...
Ai você abandona, depois de jogar o seu melhor jogo, com todas as suas fichas...
E triste ver tantas pessoas desperdiçando bons jogos atras de bons jogos... e ai uma hora são obrigadas a jogar com um misero 2 8 ... é ..eu ja passei por isso...
Sorte que nos, escritores temos facilidade em abandonar...
Escrever é abandonar!
E por incrivel que pareça eu me sinto mais completo, mas complexo, mas cheio.... abandonando...